ESSA HISTÓRIA PASSOU DE TODOS OS LIMITES! Boa Noite Punpun e a exploração da depressão
444K views · May 10, 2026 · Entertainment
Comments · 2K
@QuadrinhosNaSarjeta · 4 months ago · pinned
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@Tai.Tsubasa · 4 months ago (edited)
Boa Noite PunPun chegou a mim em meus 24 anos. Estava infeliz com meu trabalho, infeliz com minha vida, com minha aparência, vida social, brigas na família por causa de política e me vi muito no personagem do PunPun (principalmente na parte sentir que não conquistou nada e não começou nada). Ler esse mangá tão traumático me quebrou, de tantas formas, que busquei uma forma de me reconectar comigo mesma (buscando terapia e fazendo algo que eu gostasse no tempo livre). Hoje, 7 anos depois, (quase) tudo que me incomodava se tornou apenas uma lembrança meio amarga e hoje olho pra esse mangá com muito carinho e gratidão, pq dentro dessa história extremamente melancólica eu tive um pequeno empurrão de coragem pra procurar a minha felicidade. <br><br>Obrigada por esse vídeo, valeu a pena a espera s2
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@silviosilviosilvio1 · 4 months ago
Sou médico psiquiatra, acostumado a lidar com histórias desafiadoras e tristes. Mas conhecer a história desse manga e ler os comentários do video me relembrou o motivo pelo qual escolhi minha profissao: precisamos muito uns dos outros, em conexões plenas. Percebo como o suporte faz diferença à vida das pessoas.<br><br>Se você, que esta lendo esse comentário, tem qualquer suspeita de que precise de ajuda em saúde mental, tente procurar o quanto antes. Com seus meios, sem vergonha de se abrir.<br>Sempre há oportunidades para começamos a viver e não somente sobreviver.
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@loucomacacolouco · 4 months ago (edited)
Hoje faz um pouco mais de um mês que a última pessoa pela qual eu verdadeiramente me apaixonei cometeu suicídio, eu sei que a última história que ela leu foi Oyasumi punpun, pq é o meu mangá “preferido” no sentido de que é uma das obras que mais me tocou, profundamente, mesmo que esse tocar seja tão doloroso. Ela era bipolar, tinha depressão bem severa, era um tanto quanto mórbida por dentro assim como eu, mas ao mesmo tempo tbm era artista, fez inúmeras e inúmeras maquiagens extremamente criativas, tocava piano, era excêntrica, tinha um humor levemente duvidoso, amava profundamente a natureza, principalmente aqueles que geralmente não são amados os insetos/aracnídeos, era doce, carinhosa e muito gentil, chorona e cabeça dura, ela era ela mesmo, especificamente única quando a doença não a perturbava. As ultimas mensagens que ela deixou, não foi para os familiares, nem amigos próximos, mas pra mim, um “obrigado por não ter desistido de mim” não acredito em coisas como “almas gêmeas” mas éramos parecidos em muitos gostos, aspectos e até opiniões mas principalmente na forma como sentimos o mundo, e mesmo assim éramos excepcionalmente diferentes, isso me encantava calorosamente. Ela se foi, mas uma parte do que eu sou sempre será dela, ela viverá nas minhas pequenas ações como salvar bixinhos por ai, na música, até a morbidez que me impregna, pois eu acredito que que as pessoas só verdadeiramente morrem quando são esquecidas, se eu me esquecesse dela seria como me esquecer de mim mesmo. Eu também sofro de depressão há anos, mas venho tentando o máximo que posso dar um voto a viver a vida, como um ato de rebeldia contra a parte dentro desse meu eu, que também deseja estar morto. <br><br>Acho que esse é um desabafo principalmente escrito pq eu precisava colocar tudo isso em algum lugar, também é uma carta a você Natália que já não pode ler os meus exageros quase líricos e mau pontuados, eu sempre vou te amar minha doce Harlequin, descanse em paz. <br><br>Obrigado linck, por esse filme melancólico que tanto se entrelaça a minha vida do passado, e agora também do meu presente, viver dói, é difícil, e mesmo assim me sinto tentado a continuar.
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@myntiie6302 · 4 months ago
Gente por favor façam terapia. Toda essa história poderia ter sido bem mais feliz se esses personagens tivessem buscado ajuda de verdade.
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@gabrafo · 4 months ago (edited)
algo que notei com a nova fase do canal é que os comentários passaram a ser muito mais complexos e estruturados (os do público, não do linck). Isso é um sintoma claro de amadurecimento não só da produção, mas também do público, que se permite se relacionar mais com os vídeos e se sente na obrigação de dizer o que sentiu assistindo.
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@ianbarbosa6201 · 4 months ago
Sacanagem isso ter sido postado no dia das mães kkkkk
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@juliofernandes1392 · 4 months ago (edited)
Linck, espero que leia isso. Sou fã do seu trabalho há alguns anos, descobri muitas obras maravilhosas com seus vídeos. Tenho depressão desde a infância, hoje tenho 32 anos e me separei da minha ex-esposa recentemente. Não vou me alongar muito mas, era a relação mais recíproca e verdadeira que eu tive até hoje. Um dos nossos mantras era "Sozinhos, mas juntos". Talvez você entenda o peso dessa frase que falávamos um pro outro nos nossos piores dias, especialmente nos meus piores dias. Não é raro eu chorar com seus vídeos, mas, de fato esse vídeo foi o que mais conversou comigo e que eu mais chorei. Foi uma paulada muito forte em um domingo que já costuma ser triste. Obrigado pelo seu trabalho e por mais uma obra prima do seu canal. Você com suas análises, com seus vídeos, acredite ou não fazem com que eu seja confrontado/exposto a sentimentos reprimidos e consequentemente que eu me conheça um pouco mais ao longo do processo.<br>A morte do meu antigo eu.
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@luiseduardodoc · 4 months ago
Puta merda, o vídeo está perfeito, mas que obra pesada da porra. É de se louvar que alguém que nem o Linck se disponha a ler e explicar algo tão tenso.
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@thaisfioravante2047 · 2 months ago
Só um ponto de atenção com a parte do vídeo em que é explicada a história do Yuichi (tio do Punpun), em que foi falado que não seria aprofundada, mas as poucas informações dadas são ruins e induzem ao pensamento de que o Yuichi é vítima, ou inocente. <br>Ele não era "novinho", tinha quase 30. Quando um adulto se interessa por uma menor de idade, chamamos de um termo (além de ser crime e ter um peso agravado neste contexto pela relação professor/aluna). A aluna não agiu certo, porém certamente é mais vítima do que algoz e precisava de ajuda (além dos abusos da mãe, existiu a desumanização por partes dos professores que ao invés de enxergarem uma adolescente fragilizada a trataram com intenções sexuais e ela se aproveitou disso).<br>Li o mangá há muito tempo e não lembro de tudo, mas se não me engano, ele tinha uma noiva da idade dele, o que torna a situação ainda mais errada. No fim de tudo, ele se absteve da própria responsabilidade em várias situações o que não se justifica pelas doenças psicológicas/mentais, adultos devem pesar a magnitude de seus atos. No fim ele é apenas um homem patético.
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@laurenfranca9414 · 4 months ago
Acredito que esse é um dos motivos pelos quais Goodnight Punpun incomoda tanto algumas pessoas e ganhou uma fama tão pesada no Japão, porque a obra não oferece um conforto narrativo simples, onde o personagem triste aprende a amar a vida e melhora no final. Em vez disso, ela mostra pessoas tentando sobreviver emocionalmente com as ferramentas imperfeitas que têm, às vezes acertando e às vezes destruindo a si mesmas e aos outros no processo. E para muitos leitores japoneses, aquilo não era apenas uma história triste, mas um reflexo desconfortável da própria realidade social deles, já que o mangá aborda pressão social, isolamento emocional, violência doméstica, cultos religiosos, alienação e dificuldade de comunicação humana dentro de um cotidiano extremamente reconhecível.
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@Gabi_Gaman · 4 months ago (edited)
Ler essa obra na época em que minha depressão estava em um nível sui--da, definitivamente acabou comigo, mas ao mesmo tempo, me senti acolhida, compreendida e senti que mesmo que de uma forma estranha, essa obra me ajudou. Eu ainda tenho depressão, mas hoje em dia consigo lidar melhor com isso, e eu sei que essa obra teve um papel importante nisso.
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